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Projeto de lei prevĂȘ medidas ambientais e territoriais na Ilha do Mel

O projeto de lei jĂĄ enviado Ă  Assembleia Legislativa pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento SustentĂĄvel e do Turismo, propĂ”e alterar alguns dispositivos da Lei nÂș 16.037/2009, que dispĂ”e sobre a Ilha do Mel, constituĂ­da regiĂŁo de especial interesse ambiental e turĂ­stico do  ParanĂĄ.

As alteraçÔes pontuais sĂŁo necessĂĄrias para trazer mais eficiĂȘncia e agilidade na gestĂŁo da Ilha do Mel, sob responsabilidade do Instituto Água e Terra (IAT), por meio da diretoria de PatrimĂŽnio Natural.

“Com essas mudanças teremos mais controle ambiental, melhor receptividade turĂ­stica, alĂ©m de melhores condiçÔes de vida para os moradores da ilha”, diz o secretĂĄrio do Desenvolvimento SustentĂĄvel e do Turismo, MĂĄrcio Nunes.

ELABORAÇÃO - A minuta do projeto foi elaborada apĂłs vĂĄrias reuniĂ”es, realizadas desde 2011, atravĂ©s de um grupo de trabalho, com participação ativa do MinistĂ©rio PĂșblico do ParanĂĄ e do Conselho Estadual do PatrimĂŽnio HistĂłrico e ArtĂ­stico.

Foram criados um Plano de Controle Ambiental e um Plano de Uso e Ocupação do Solo. “O maior desafio atualmente na Ilha Ă© na gestĂŁo territorial e no controle ambiental”, lembra o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz da Costa Souza. “Queremos garantir a Ilha do Mel como uma grande reserva ambiental paranaense, fomentando o turismo de natureza”.

Confira as principais medidas propostas:
UNIDADE ADMINISTRATIVA – Na lei nĂșmero 16.037 jĂĄ previa uma Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim) e a nova redação reforça a medida de implantação. A unidade ficarĂĄ vinculada ao escritĂłrio regional do Instituto Água e Terra de ParanaguĂĄ. A estrutura Ă© fundamental para dar suporte mais de perto no planejamento, manutenção, fiscalização e atendimento a moradores e turistas na ilha.

ÁREAS DE REVERSÃO – Na lei nÂș 16.037 aponta as comunidades da Ponta Oeste e da Praia Grande como ĂĄreas de reversĂŁo, ou seja, que nĂŁo podem ser ocupadas por moradias. Na nova proposta essas comunidades passam a ser consideradas ĂĄreas de ocupação, nĂŁo precisando mais a realocação dessas famĂ­lias.
TambĂ©m, a Ponta Oeste, considerada uma comunidade tradicional, deixarĂĄ de ter 1,6 hectares e passarĂĄ a ter 31,77. Essa ĂĄrea serĂĄ dividida para moradia, subsistĂȘncia, turismo e controle ambiental.

REGULARIZAÇÃO – Passando a ser ĂĄreas de ocupação, as moradias dessas comunidades poderĂŁo ser regularizadas. SerĂĄ criado um Plano de Uso e Ocupação do Solo, contendo regras claras quanto ao tipo, tamanho e altura de construção, e qualquer exploração da ĂĄrea.

“Aguardamos a revisĂŁo da lei para podermos expedir o tĂ­tulo de concessĂŁo de uso, em que os atuais ocupantes terĂŁo um prazo de 2 anos para regularizar seus imĂłveis. SĂŁo 724 moradias na ilha sob responsabilidade do Estado”, relata o diretor de GestĂŁo Territorial do Instituto Água e Terra, Mozarte de Quadros Junior.

O tĂ­tulo sĂł pode ser expedido se o imĂłvel estiver de acordo com o Plano de Sustentabilidade da Ilha. “Com esse tĂ­tulo, os moradores passam a ter segurança jurĂ­dica e sĂŁo reconhecidos pelo Poder PĂșblico. Estar regular garante acesso a programas de governo e facilita o processo de licenciamento ambiental e autorizaçÔes para obras”, diz Mozarte.

LIMITE – Para controle ambiental, a ilha nĂŁo poderĂĄ ser expandida como ĂĄrea urbana. “A ideia Ă© preservar e manter a ilha com as ĂĄreas e ocupaçÔes jĂĄ existentes, regularizando-as e nĂŁo permitindo novos desmembramentos”, explica o diretor de PatrimĂŽnio Natural, Rafael Andreguetto.

"A Ilha tornou-se em sua maior extensão unidade de conservação devido à fragilidade ambiental e à biodiversidade e não comporta uma ocupação acima da existente. A capacidade de carga de pessoas, de ågua e uso do solo estå no limite", completa.
Outra medida é retomar a limitação de visitação diåria na ilha, permitindo 5 mil visitantes por dia para que tenha um controle da capacidade de suporte de infraestrutura.

REUNIÕES – Todas essas propostas foram apresentadas Ă s comunidades da ilha. A Ășltima reuniĂŁo aconteceu neste sĂĄbado (09.05) e teve como objetivo esclarecer todas as dĂșvidas. A população se manifestou a favor das mudanças.
ApĂłs a reuniĂŁo, foi realizada uma fiscalização na ilha com o apoio da PolĂ­cia Ambiental. Foram identificadas construçÔes irregulares feitas por invasores. “Com as novas medidas serĂĄ reforçada a fiscalização local para coibir esse tipo de atividade ilegal”, lembra Mozarte.





Fonte: AEN - PR