O balanço é da Companhia de Operações com Cães
(COC) do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que gerencia 21 canis
policiais militares em todo o Estado.
O aumento das apreensões, segundo o Comandante da
COC, capitão Gustavo Dalledone Zancan, está atrelado à ampliação das operações
com cães em diferentes cenários, principalmente na região de fronteira com o
Paraguai (Oeste do Estado) e nas rodovias estaduais, nas rotas utilizadas pelos
narcotraficantes para distribuir as drogas para outros estados.
O capitão explicou ainda que muitas apreensões são
oriundas de operações da PM e, muitas outras, ocorrem quando as equipes do
Canil prestam apoio a outras unidades da própria PM e a órgãos de segurança
pública, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. “Somente em uma
apreensão, ocorrida em junho deste ano em Maringá, a Polícia Federal com apoio
do Canil do 4º Batalhão apreendeu 25 toneladas de maconha, o que fez uma grande
diferença na estatística deste ano”, disse.
Desde 2017 a atuação dos Canis da PM têm contribuído
para o aumento das apreensões de maconha no Estado. Naquele ano foram
apreendidas 2,5 toneladas, depois subiu para 3,1 toneladas no ano seguinte, e
4,7 toneladas no ano passado. Crack e cocaína que, largamente, são apreendidos
pela PM, também foram alvo das ações das equipes e dos cães da Corporação.
Neste ano, foram apreendidos 318 quilos de cocaína.
Nos últimos três anos as apreensões foram de 826 quilos em 2019, 295 quilos em
2018 e 369,2, em 2017. Nas apreensões de crack, a PM retirou de circulação mais
de oito quilos desta droga neste ano, ao passo que em 2019 foram 44 quilos, em
2018 10,1 quilos e, em 2017, 10,7 quilos.
Além do faro de drogas, o apoio dos cães também
auxilia na localização de armas de fogo. Neste primeiro semestre, foram apreendidas
86 armas de fogo. Nos últimos anos, as equipes policiais apreenderam 141 armas
em 2019, 74 em 2018 e 108 em 2017.
Os cães da Polícia Militar também são treinados
para outras missões, como radiopatrulhamento, faro de explosivos, busca de
pessoas e, também, para atividades de cunho comunitário, de interação com a
população. Para cada área existe um treinamento específico que, segundo o
capitão Zancan, explora as habilidades físicas do cão em favor da segurança
pública.
“A doutrina cinotécnica da COC é difundida entre os canis setoriais das demais unidades operacionais da PM. Unidades especializadas como o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) e o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) possuem cães treinados para encontrar drogas e armas independente da criatividade dos criminosos em camuflar o esconderijo dos produtos ilegais”, acrescentou.


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