A
taxa de desocupação no Paraná estava em 8,9% no segundo trimestre de 2017,
mostram dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) Contínua divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE. O resultado
representa uma queda em relação ao primeiro trimestre, quando a taxa estava em
10,3%.
Para
Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), os dados confirmam a retomada do
mercado de trabalho no Estado, que já vinha sendo verificada pelos dados de
emprego formal medidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho.
A
taxa de desocupação, segundo o IBGE, caiu em 11 das 27 unidades da federação.
As maiores taxas de desemprego estão em Pernambuco (18,8%), Alagoas (17,8%),
Bahia (17,5%). As menores são Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%),
e Mato Grosso (8,6%). O Paraná tem o quarto menor índice de desemprego do
Brasil, empatado com Rondônia e Mato Grosso do Sul. No Brasil, a taxa média de
desocupação passou de 13,7% para 13%.
MAIOR
QUEDA - Proporcionalmente, o Paraná teve uma das maiores quedas na taxa de
desemprego do País. “Além de o Paraná ter uma taxa menor do que a média
brasileira, a queda do índice foi o dobro da do País. No Estado caiu 1.4 ponto
porcentual, quando o Brasil registrou uma queda de 0,7 ponto porcentual. O
Paraná registrou tanto um aumento do número de pessoas ocupadas quanto uma
queda no volume de desocupadas”, diz Suzuki Júnior.
PESSOAS
OCUPADAS - O número de pessoas ocupadas aumentou em 87 mil no segundo trimestre
na comparação com o primeiro trimestre. Ao todo, o Paraná tinha, 5,445 milhões
de pessoas ocupadas ao final de junho. O número de pessoas desocupadas passou
de 617 mil no primeiro trimestre para 533 mil no segundo, uma queda de 84 mil.
O
contingente de trabalhadores por conta própria e na informalidade contribuiu em
boa parte com a queda da taxa de desocupação, de acordo com Suelen Glinski dos
Santos, economista do Observatório do Trabalho da Secretaria da Justiça,
Trabalho e Direitos Humanos.
O
volume de empregados no setor privado sem carteira assinada teve alta de 5,8%
-passando de 507 mil para 536 mil. O número de trabalhadores por conta própria
cresceu 2,7% (1,264 milhão para 1,298 milhão) e o de empregados com carteira
assinada aumentou 0,3% (2,173 milhões para 2,279 milhões).
INDÚSTRIA
- Entre as atividades que se destacaram com aumento da população ocupada está a
indústria, que passou de 860 mil para 902 mil, alta de 4,9%. Em seguida vem
transporte, armazenagem e correio, de 275 mil para 287 mil, avanço de 4,4%; e
outros serviços, de 218 mil para 234 mil (7,3%).
RENDIMENTO
- A massa real de rendimentos no Estado passou de R$ 11,831 bilhões para R$
11,858 bilhões, variação de 0,2%. “Por enquanto a retomada do mercado de
trabalho está quantitativa. Se mantida, teremos também reflexo na melhora da
renda e na qualidade do emprego nos próximos meses”, diz Suzuki Júnior.
Fonte: AEN

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