Dois meses
antes do fim do ano, o Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de
exportação de soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o
porto exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13%
maior que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de
toneladas.
O destaque foi
a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em apenas 10 meses. O
número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189 toneladas).
O
diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina,
Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade de
escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.
“Nos últimos
anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento e na modernização da
estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações incluíram a troca dos
carregadores de navios por equipamentos maiores e com maior capacidade de
escoamento de grãos, a construção de novos portões de acesso, instalação de
novas balanças e correias transportadoras, além de mudanças no cais, que foi
remodelado e dragado”, conta.
Outra
preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto, acabando com
as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade. “Além do sistema
Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem, estamos investindo
em obras importantes para os moradores, como a Recuperação da avenida Bento
Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”, completa ele.
Farelo, trigo
e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior que o registrado no
ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em 2018, contra 4,5
milhões em 2017.
A exportação
de trigo supera em 28% o acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre
janeiro e outubro de 2018.
Na
movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611 toneladas
para pouco mais de 1 milhão de toneladas.
Outros
produtos - Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86%
da movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O
acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado
registrou 51,5 milhões.
Para o diretor
de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem ter impacto nos números
deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o grande volume de chuvas,
principalmente em outubro.
“No período de
greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de produtos, incluindo
líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”, revela.
Em outubro, 16
dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de grãos e a descarga
de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo com chuvas e nem
descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar úmido, pois
fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que foge do nosso
controle”, explica.
Fonte: APPA/Núria Bianco

.png)




