Os Portos do Paraná reduziram em 46% o tempo médio
que os navios esperam para atracar no cais. Nos primeiros três meses de 2018,
um navio esperava, em média, 185 horas desde a chegada na baia de Paranaguá até
a atracação. Em 2019, este tempo foi reduzido para 99 horas.
A permanência para operação também ficou menor. No
ano passado, a média era de 58 horas no cais, 9% a mais que neste ano (52
horas). “Essa eficiência reduz os custos dos exportadores e importadores e
aumenta as vantagens de fazer negócios pelos portos de Paranaguá e Antonina”,
explica o presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (9),
pelo departamento de estatísticas da administração portuária. Em relação a
movimentação, o balanço destaca alta de 10% nas exportações de carga geral.
Considerando apenas o mês de março, foram
movimentadas 955.143 toneladas de produtos de carga geral. Aumento de 11% na
comparação com o mesmo período de 2018, quando foram 861.018 toneladas. Apenas
nas cargas para exportação, foram 659.037 toneladas movimentadas este ano,
contra 583.750 toneladas movimentadas no ano passado (aumento de 12%).
No acumulado de 2019, já foram quase 1,7 milhão de
toneladas de carga geral exportada. Em 2018, no mesmo trimestre, foram
exportadas pouco mais de 1,5 milhão de toneladas.
MERCADORIAS - O diretor de Operações dos Portos do
Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, observa que carga geral é toda
mercadoria solta ou embalada, que necessita de arrumação para ser transportada
em um navio. São produtos como sacas, madeira, bobinas, celulose, papéis,
peças, projetos, equipamentos, caixas, veículos. Também se enquadram na
categoria as cargas que são transportadas em contêineres.
Considerando os trimestres de 2018 e 2019, os
principais produtos movimentados no segmento foram o açúcar em saca, adubo,
caldeiras, celulose, contêineres, trilhos de aço e veículos.
“Em Paranaguá, a carga geral é movimentada em
diferentes berços do cais público. Normalmente, as operações dessas cargas
envolvem serviços com equipamentos de bordo especializados, como guindastes,
transporte local rodoviário, empilhadeiras”, comenta Luiz Teixeira da Silva
Júnior.
CONTÊINERES - O Porto de Paranaguá registrou alta
de 14% no número de contêineres recebidos de importação. Foram 96.039 TEUs
movimentados nos três meses de 2019, contra 84.530 em 2018. As principais
cargas importadas foram fertilizantes e plástico. Na exportação, o crescimento
foi de 5%, com 99.023 unidades movimentadas. Os produtos mais comercializados
foram congelados e madeira.
VEÍCULOS - De janeiro a março, foram 23.516
veículos movimentados via Paranaguá. Destaque para as importações: 8.295
veículos, 9% a mais que o total das importações de 2018.
ANTONINA - A movimentação via porto de Antonina
continua crescendo. Foram 268.167 toneladas de produtos no acumulado deste ano.
O número é 172% maior que o mesmo período do ano passado (105.034). Cabe
ressaltar a alta de 260% na movimentação de fertilizantes: foram 62 mil
toneladas no primeiro trimestre de 2018 e 223.834 toneladas em 2019.
GRANEIS - A soja se mantém como o principal granel
movimentado via portos do Paraná. Em março, foram 1.178.618 toneladas
exportadas. Na exportação, também aparecem os farelos (626.495toneladas), milho
(152.251) e açúcar (102.751).
Na importação, o destaque é o adubo: 542.329
toneladas. O Estado também recebeu 105.495 toneladas de trigo e 29.311
toneladas de cevada/malte.
LÍQUIDOS - A exportação de óleos vegetais somou
88.583 toneladas em março de 2019. Os derivados de petróleo responderam por
40.558 toneladas na exportação e 359.831 toneladas na importação.
Fonte: Portos do Paraná