Os Portos do Paraná vão usar a partir deste mês um
sistema eletrônico de rastreamento nos veículos que fazem o transporte de
caçambas com os resíduos sólidos produzidos no cais, no pátio de triagem e no
entorno da área portuária. A tecnologia vai permitir maior controle na remoção
do lixo, com pesagem, rastreio até o destino e a emissão do Manifesto de
Transporte de Resíduos eletrônico, que traz detalhes do volume e tipo de
material
transportado.
“O sistema vai fornecer, em tempo real, informações
sobre a localização do veículo, quantidade e tipo de resíduos removidos. Com
isso, queremos melhorar a gestão e destinar os materiais de forma adequada”,
explica o diretor de Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Santana.
O novo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
dos Portos
do Paraná prevê ainda o uso de 20 coletores para resíduos perigosos;
97 coletores triplos para lixo reciclável, orgânico e rejeitos; um coletor
específico para lixo eletrônico; 20 unidades de “bituqueiras”; dois coletores
de lâmpadas e dois de pilhas; um coletor de óleo usado, com contenção; e 93
caçambas estacionárias fixas.
Todos esses equipamentos serão distribuídos na área
dos portos organizados de
Paranaguá e Antonina, incluindo o Pátio de Triagem.
PLANO - Segundo a bióloga Andréa Almeida de Deus,
coordenadora do Núcleo de Fiscalização e Controle de Emergências Ambientais, o
gerenciamento de resíduos sólidos nos Portos do Paraná faz parte dos programas
ambientais vinculados à Licença de Operação 1.173/2013, emitida pelo Ibama. “As
caçambas são disponibilizadas em pontos de coleta seletiva e os resíduos são
destinados, de forma ambientalmente correta, para locais devidamente
licenciados, que emitem os certificados de destinação final”, diz.
Cada ponto de coleta é composto por até quatro
caçambas estacionárias (com volume de cinco metros cúbicos), identificadas por
cores, conforme o tipo a que se destinam: recicláveis (verde), não recicláveis
(cinza), orgânicos (marrom), perigosos (laranja) e caçambas sem tampa, para
facilitar o acondicionamento de resíduos de poda, roçada e varrição (marrom).
VOLUME - Segundo Andrea, nos Portos do Paraná o
maior volume de resíduo gerado é do tipo Classe II, ou seja, resíduos
sanitário, de escritório, recicláveis e orgânicos.
Durante todo o ano de 2018, foram produzidas 2.407
toneladas de resíduos não perigosos, sendo 1,160 tonelada de recicláveis. De
resíduos perigosos, foram 13,81 toneladas.
Este ano, no primeiro trimestre, foram geradas
601,86 toneladas de resíduos não perigosos, sendo 940 quilos de recicláveis. De
resíduos perigosos, entre janeiro e abril, foram geradas 2,24 toneladas.
RECICLÁVEIS - Desde abril de 2017, a Administração
dos Portos do Paraná destina resíduos sólidos para a Associação de Catadores de
Material Reciclável da Vila Santa Maria (Assepar), cujo convênio está em
processo de renovação.
Desde 2018, a empresa mantém uma Comissão da Coleta
Seletiva, formada por colaboradores dos Portos do Paraná, que atuam no
planejamento, elaboração e fiscalização das ações relacionadas aos resíduos
sólidos recicláveis.
Fonte: AEN - Governo do Paraná





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