Ação conjunta entre Prefeitura, Justiça Federal e EMGEA facilita acesso à documentação e oferece condições acessíveis para famílias regularizarem seus imóveis
A
Prefeitura de Paranaguá, em parceria com a Justiça Federal e a empresa pública
EMGEA, realizou nesta terça e quarta-feira (08), na Escola Municipal Dr. Anibal
Ribeiro Filho, no Parque Agari, um mutirão de regularização fundiária voltado
aos moradores dos conjuntos residenciais Ouro Verde e Ilhas do Sol.
A
iniciativa possibilitou que famílias, munidas de documentos, dessem início ao
processo de regularização de seus imóveis, garantindo o direito à propriedade
legal após décadas de ocupação irregular.
A
juíza federal Anne Karina Stipp Amador Costa, responsável pela Comissão de
Soluções Fundiárias do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e coordenadora do
CEJUSCON do Paraná, destacou a importância da ação.
“Esse
é um programa da EMGEA, que é a empresa gestora de ativos, para a regularização
de imóveis que estão há muitos anos sendo ocupados irregularmente, com
cooperativas habitacionais muitas vezes já extintas, que não estão mais ativas
e que têm dívida com a EMGEA. Então é uma forma que a EMGEA venha a receber
algum valor por essa dívida e que as pessoas que estão lá possam ter os imóveis
registrados no seu nome. Nós sabemos que um imóvel que tem documentação
regularizada, em que você consta como proprietário na matrícula do imóvel, ele
tem um valor muito maior do que aquele imóvel que está sendo simplesmente
ocupado sem essa documentação. Então todos aqueles que têm a posse do imóvel
agora têm a oportunidade de ter também a oportunidade do imóvel”.
Segundo
a magistrada, a procura pelo mutirão foi significativa.
“Sim,
esse mutirão abrange os residenciais Ouro Verde e Ilhas do Sol e a procura tem
sido realmente grande porque as condições são vantajosas, é uma proposta social
que tem um valor que é acessível e parcelado em 60 meses sem juros. Então, é
uma proposta realmente vantajosa”.
Ela
também explicou os próximos passos do processo.
“Nós
simplesmente vamos homologar esses acordos, depois a Justiça Federal vai
homologar, vai sair uma carta de alienação para o cartório do registro de
imóveis e o cartório vai fazer esse registro em nome das pessoas, né? Então
elas já vão ter os imóveis registrados com alienação fiduciária enquanto durar
esse parcelamento e uma vez paga a dívida, essa alienação fiduciária é baixada.
Então os imóveis já vão estar no nome das pessoas, em breve”.
O
superintendente de Operações da EMGEA, William Almeida Santos, reforçou o
histórico da situação.
“A
EMGEA é uma empresa do governo federal, com sede em Brasília. E nós estamos
aqui em Paranaguá e o nosso objetivo é a regularização da propriedade sobre
dois empreendimentos. O empreendimento Ouro Verde e o empreendimento Ilhas do
Sol são financiados por uma cooperativa Cooalitoral que desde os anos 90
financiou a construção desse empreendimento junto à Caixa Econômica. Essas
operações ficaram inadimplentes, os imóveis ficaram hipotecados, as pessoas
ocuparam esses imóveis e desde essa época, ou seja, há mais de 30 anos, esses
imóveis estão pendentes de regularização, ou seja, as pessoas estão morando
nesses imóveis, mas não têm o documento da propriedade, não têm a escritura, a
certidão em seus nomes. O nosso objetivo aqui, junto com a Justiça Federal e
com o apoio significativo da Prefeitura Municipal de Paranaguá, que isentou os
impostos, o ITBI, com o apoio do cartório, nós estamos aqui para concretizar
essa regularização”.
A
secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Habitação e Regularização
Fundiária, Leonice Lara Lacerda, destacou o apoio do município.
“Começou um mutirão com as famílias nos condomínios Ilhas do Sol e do Ouro Verde, aqui na Escola Aníbal Filho. Começou nesta terça-feira, hoje também o dia todo, é uma parceria do município junto com a Justiça Federal, que está encampando todo esse trabalho, e a empresa pública chamada ENGEA, para facilitar a regularização desses imóveis. E o nosso prefeito Adriano Ramos, muito sabiamente, sancionou uma lei para isentar essas famílias do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além do cartório, é viabilizar a regularização e garantir a titularidade aos moradores.” ITBI, proporcionando o acesso mais fácil, aliviando também essa questão da parte financeira para as famílias poderem regularizar os seus imóveis”.
A
expectativa é de que, após a homologação dos acordos e registros em cartório,
os moradores passem a ter oficialmente a titularidade de seus imóveis,
garantindo segurança jurídica e valorização patrimonial.



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