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Prefeitura intensifica ações de limpeza e recuperação viária na Ilha dos Valadares

Mesmo durante o recesso, equipes mantiveram serviços essenciais e, após o retorno das atividades, realizaram melhorias em ruas afetadas pelas fortes chuvas do fim de 2025.

A Prefeitura de Paranaguá vem realizando diversas ações de manutenção e melhorias na Ilha dos Valadares. Durante o período de recesso, os serviços essenciais não foram interrompidos. Funcionários se revezaram na limpeza da praça e de outros espaços públicos, além de manter o cronograma da limpeza urbana e da retirada de entulhos em diferentes pontos da região.

Com o retorno das atividades, os servidores da Secretaria Regional da Ilha dos Valadares (Serval) intensificaram os trabalhos de recuperação viária. Entre as ações realizadas está a melhoria da Rua Ari Pinheiro Rodrigues, no bairro Itiberê, onde está localizada a Primeira Igreja Pentecostal Cristo que Liberta.

Outro ponto atendido foi a Rua Rio Itiberê, nas proximidades da 5ª Igreja do Evangelho Quadrangular. O local recebeu intervenções em razão das fortes chuvas registradas no final de 2025, que provocaram erosões e o aprofundamento de vias em diversas ruas da Ilha dos Valadares.

De acordo com o secretário regional, Márcio Vega, as equipes atuaram para garantir a recuperação das áreas afetadas e a segurança da população. “As chuvas fortes ocasionaram o aprofundamento de algumas das ruas por conta da erosão, o que exigiu serviços de recuperação. Além disso, seguimos com a limpeza de espaços públicos e o trabalho contínuo de retirada de entulhos e materiais volumosos”, destacou.






















 










































Texto: Jornalista Edye Venancio

Por que o Brasil anda para trás quando poderia liderar

Apesar de ser referência mundial em áreas estratégicas como agricultura, energia limpa e tecnologia bancária, o Brasil segue travado por problemas históricos, estruturais e institucionais que se repetem há séculos e impedem o país de transformar potencial em desenvolvimento sustentável.

O Brasil costuma ser rotulado como um país “atrasado”. A afirmação, embora recorrente, é incompleta. O país não fracassou por falta de talento, recursos naturais ou capacidade técnica. Ao contrário: tornou-se potência agrícola, construiu um dos sistemas bancários mais digitalizados do mundo, desenvolveu uma indústria aeronáutica competitiva e mantém um sistema público de saúde que realiza pesquisas e campanhas de vacinação em escala continental.

O problema está menos na capacidade e mais na estrutura.

Desde a origem, o Brasil foi organizado para extrair riqueza, não para distribuí-la ou transformá-la em desenvolvimento coletivo. A colonização de exploração, somada a mais de três séculos de escravidão e à concentração histórica de poder nas mãos de uma elite restrita, criou um país profundamente desigual. Esse modelo limitou o investimento em educação popular, fortaleceu instituições voltadas a poucos e dificultou a construção de um projeto nacional inclusivo.

O maior gargalo permanece na educação básica. Enquanto países que enriqueceram rapidamente priorizaram ensino de qualidade desde a infância, o Brasil convive com escolas desiguais, professores mal valorizados e currículos pouco conectados à realidade prática. Sem uma base sólida, produtividade, inovação e competitividade ficam comprometidas.

Outro entrave é a falta de continuidade. Políticas públicas raramente sobrevivem à troca de governos. Projetos estruturais são abandonados, reformulados ou desmontados a cada quatro anos. Países desenvolvidos planejam em horizontes de décadas; o Brasil, frequentemente, governa no curto prazo.

A isso se soma um ambiente institucional marcado por burocracia excessiva, sistema tributário complexo e lentidão judicial. Empreender custa caro, inovar é arriscado e investimentos, muitas vezes, buscam destinos mais previsíveis.

A desigualdade também cobra seu preço. Um país que precisa gastar energia permanente apagando incêndios sociais — fome, violência, informalidade — tem menos espaço para pensar o futuro. Sociedades mais igualitárias avançam mais rápido porque conseguem direcionar esforços para inovação e crescimento.

Há ainda um fator cultural: o chamado “jeitinho brasileiro”. A criatividade, virtude reconhecida mundialmente, muitas vezes se transforma em improviso crônico, baixa cobrança por excelência e tolerância ao planejamento precário. Funciona no curto prazo, mas trava o desenvolvimento de longo prazo.

Por fim, a comparação frequente com Europa, Estados Unidos ou Japão ignora contextos históricos distintos. Esses países se industrializaram cedo, exploraram outros povos ou tiveram guerras que aceleraram avanços tecnológicos. Quando comparado a nações de trajetória semelhante, o Brasil não está tão fora da curva — embora ainda esteja aquém do que poderia ser.

A verdade incômoda é que o Brasil carrega potencial há décadas. Mas potencial, sozinho, não gera prosperidade. Desenvolvimento exige tempo, consistência, educação contínua e decisões difíceis — muitas vezes impopulares. É um caminho árduo, mas possível. O atraso brasileiro não é destino; é consequência de escolhas acumuladas.

(Matéria ainda em desenvolvimento, podendo sofrer alterações)

Brasil, Desenvolvimento, Educação, Desigualdade, Infraestrutura, Economia, História, Políticas Públicas, Planejamento, Sociedade

Texto: Jornalista Edye Venancio 

Praia do Mar de Lá segue como principal área de lazer da Ilha dos Valadares e mobiliza moradores por conservação

Único ponto para banho e pesca na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, a Praia do Mar de Lá enfrenta erosão, intervenções estruturais e problemas ambientais, enquanto moradores se organizam para preservar o espaço e cobram ações do poder público.


A Praia do Mar de Lá, localizada na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, é o único local de lazer disponível para moradores que desejam se banhar durante o verão ou praticar a pesca ao longo de todo o ano. Tradicional ponto de encontro de insulanos, a praia carrega uma longa história marcada por transformações e desafios ambientais.

Ao longo dos anos, o local passou por processos de erosão, com a perda gradual do barranco, além de ter sido dividida ao meio durante as obras de revitalização do Complexo Esportivo Mário Marcondes Lobo. Na ocasião, foi instalada uma manilha para garantir a vazão das águas da chuva, alterando significativamente a dinâmica da praia. Soma-se a isso a falta de respeito de alguns frequentadores, que contribuem para a degradação do espaço.

Diversos registros e relatos sobre a Praia do Mar de Lá estão disponíveis no Blog Edye Venancio, que acompanha de perto a realidade do local. Pensando na conservação da área, o morador Ronaldo Damasceno, reuniu outros moradores para promover uma ação de limpeza na praia. A iniciativa teve início no dia 7 de dezembro e resultou em uma nova aparência para o tradicional ponto de encontro dos moradores da Ilha dos Valadares. Desde então, a ação vem tendo continuidade com o engajamento da comunidade.

Eu, Edye Venancio, como morador da Ilha dos Valadares, faço um apelo às autoridades estaduais, considerando que o município não conta atualmente com representação na Assembleia Legislativa. A solicitação é para que os órgãos competentes realizem a dragagem e a engorda da praia, garantindo melhores condições de lazer, segurança e preservação ambiental para os moradores da ilha e também para visitantes de outros bairros que frequentam o local.

   
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Texto: Jornalista Edye Venancio

Fotos e vídeo: Ronaldo Damasceno













Estado já instalou 116 novas câmeras inteligentes no Litoral para reforçar segurança


Ação, feita em parceria com os municípios, integra o Programa Olho Vivo e fortalece o monitoramento em cidades litorâneas durante o Verão Maior Paraná, período de grande circulação de pessoas, incluindo as festas de Réveillon. Nesta segunda-feira (29), agentes que atuam na região passarão por treinamento para uso do sistema.

O Governo do Estado avançou na implantação do Programa Olho Vivo no Litoral do Paraná com a instalação de 116 câmeras inteligentes de videomonitoramento em cinco municípios da região. A iniciativa integra o reforço da segurança pública durante o Verão Maior Paraná, período de alta temporada em que há um aumento expressivo no fluxo de moradores, turistas e visitantes, especialmente durante as festividades de fim de ano, como o Réveillon.

Até este sábado (27), foram instaladas 26 câmeras em Guaratuba, 18 em Morretes, 42 em Paranaguá, 14 em Pontal do Paraná e 16 em Matinhos. Parte desses equipamentos já está integrada à plataforma inteligente de monitoramento do Olho Vivo, e todas as câmeras serão conectadas ao sistema ao longo dos próximos dias, ampliando gradativamente a capacidade de análise e resposta das forças de segurança.

Segundo o secretário estadual das Cidades, Guto Silva, que é um dos coordenadores do Olho Vivo, o volume de equipamentos instalados no Litoral é compatível com a necessidade de garantir mais tranquilidade à população durante a alta temporada. “No verão, o Litoral recebe um número muito maior de pessoas, o que exige uma estrutura reforçada de segurança. O Olho Vivo amplia a capacidade de prevenção e investigação, permitindo identificar situações fora do padrão e agir rapidamente para proteger moradores e turistas”, afirmou.

A nova etapa do programa combina tecnologia de Inteligência Artificial (IA) com o videomonitoramento tradicional, permitindo a emissão automática de alertas, o cruzamento de dados em tempo real e a identificação mais rápida de suspeitos, veículos furtados ou roubados e pessoas desaparecidas. O sistema atua como apoio estratégico ao policiamento ostensivo e investigativo, ampliando o cercamento digital em áreas de grande circulação.

Agentes das forças policiais do Paraná participarão nesta segunda-feira (29), em Curitiba, de um treinamento específico para operar o sistema, incluindo policiais que atuam diretamente no Litoral dentro das ações do Verão Maior Paraná. A capacitação faz parte do processo de implantação do Olho Vivo e garante o uso pleno das ferramentas tecnológicas disponíveis.

O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou que o sistema é um aliado fundamental em períodos de grande movimentação. “Durante o Verão Maior Paraná, especialmente em datas como o Réveillon, temos um aumento significativo na circulação de pessoas. As câmeras inteligentes ampliam o cercamento digital e dão mais agilidade às ações policiais, sempre com o agente no centro da operação”, ressaltou.

INVESTIGAÇÃO ASSISTIDA - Lançada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 10 de dezembro, em Curitiba, a nova etapa do Programa Olho Vivo marca o início da integração de tecnologias de Inteligência Artificial ao sistema estadual de videomonitoramento. Com investimento de R$ 400 milhões, o projeto inaugura um modelo de investigação assistida, no qual as câmeras deixam de depender exclusivamente do monitoramento humano.

No Litoral, a iniciativa reforça a estrutura de segurança pública justamente no período de maior demanda, alinhando tecnologia, capacitação e presença policial dentro das ações do Verão Maior Paraná, quando milhares de pessoas circulam diariamente pelas cidades litorâneas.

Entre as principais vantagens estão a possibilidade de pesquisar características específicas de pessoas e veículos, rastrear rotas, consolidar informações de diferentes pontos e gerar alertas automáticos às forças de segurança. Um projeto-piloto está em operação desde agosto em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, e agora o sistema começa a ser expandido para todas as 399 cidades do Paraná.

Até o início de 2026, o Estado prevê a instalação de 1.500 novas câmeras inteligentes, com entregas mensais de cerca de 300 unidades. O plano de longo prazo prevê a expansão para 26,5 mil câmeras em todo o território paranaense, consolidando o Paraná como o estado com o maior e mais avançado sistema de videomonitoramento por inteligência artificial do País.

O Programa Olho Vivo é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp), Secretaria das Cidades (Secid) e a Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD), em parceria com as prefeituras.


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Fonte: AEN-PR

Prefeitura cobra esclarecimentos da concessionária após falta de água em bairros de Paranaguá


Prefeito Adriano Ramos e Cagepar fiscalizam sistema de abastecimento diante do aumento de reclamações da população

A Prefeitura de Paranaguá intensificou a fiscalização e a cobrança sobre a Paranaguá Saneamento após recorrentes reclamações de falta de água em diversos bairros.
Atendendo moradores, o prefeito Adriano Ramos esteve na sede da concessionária nesta sexta-feira (26), acompanhado da diretora de fiscalização da Cagepar, Larissa Gnata Viana.
Durante a visita, foram verificados reservatórios, sistema de pressurização e dados apresentados pela empresa.
O prefeito destacou a divergência entre os números oficiais e a realidade enfrentada pela população desde o dia 23.
Segundo Adriano Ramos, crescimento populacional e alta temporada não justificam a interrupção do serviço.
Ele ressaltou que o município já aplicou mais de R$ 100 milhões em multas à concessionária.
Larissa Viana reforçou a importância do registro formal das reclamações pelos moradores.
A Prefeitura segue acompanhando o caso e não descarta medidas legais mais severas.



Fonte: PMP